sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ENCONTRO COM ESCRITORAS

ENCONTRO DO DIA 05/11/09

Nesse dia, começamos com nossos recados. Depois listamos nossos objetivos, quais eram:
1. Relacionar Língua e cultura;
2. Caracterizar Dialeto e Idioleto;
3. Identificar registros e suas modalidades;
4. Participar de uma mesa redonda com apresentação das escritoras Ninfa Parreiras e Georgina Martins – com mediação da Prof.ª Simone Assumpção.

Na sequência, fizemos uma revisão da aula anterior e comentário sobre o filme O Ponto de Vista:
1) Qual a intenção do filme?
2) Quais os pontos de vista apresentados no filme?
3) Algum deles combina com o seu?

Em seguida fizemos a distribuição da seguinte tarefa para casa :
Ler a Unidade 1 (p.13), do TP1, e responder às questões seguintes:

Qual a concepção de LINGUAGEM para os sociolinguistas?
Que elementos são importantes no processo de interação?
Por que são importantes as condições sociais e históricas numa interação?
Qual a relação que se estabelece entre sociedade, cultura e língua?
Por que podemos dizer que língua é um sistema aberto e em construção?
Quais são as formas de variação da língua?
Depois de ler os textos RETRATO DE VELHO (TP1, p.14) e CIÚME (TP1, p.20), responda:
a) Que exemplos de variações lingüísticas são apresentadas nesses textos?
b) Qual o critério que determina essa variação?
c) Em que aspectos diferem as falas das personagens?
O que é norma?
Qual é a relação entre o pertencimento a grupos e o uso da língua?
O que é dialeto?
Quais os tipos de dialetos existentes?
O que é idioleto?
O que é registro?
Quais são as modalidades de registro?
Qual a importância, do ponto de vista pedagógico, que nos apresenta o estudo dos registros?

Por último, fomos ao Teatro Municipal, onde se fizeram presentes, as escritoras Ninfa Parreiras e Georgina Martins, além da Prof.ª Simone Assumpção. Elas falaram sobre literatura infanto-juvenil. As duas primeiras além de professoras são escritoras de obras infanto-juvenis.

Foi muito bom ouvirmos outras vozes que se somam à nossa para falar da importância da leitura para as crianças desde seu berço.

domingo, 1 de novembro de 2009

ENCONTRO - DIA 29/10/2009

O objetivo desse encontro era o de identificar os pontos de vistas nas interações humanas;

1) Começamos com a leitura de um poema de Mário Quintana (Ler é Saber nº 3 – 2009)

Seiscentos e sessenta e seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas: há tempo...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, passaram sessenta anos...
Agora é tarde demais para ser reprovado...
E se me desse – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das
horas

2) Questionamos sobre qual o significado de uma semana para cada um dos cursistas. Em seguida, trocamos idéias sobre a questão tempo.

3) Depois passamos à leitura do texto e aos exercícios propostos: Uma semana e vários pontos de vista (118 – AAA1)

4) Fizemos, também, leituras e comentários do TP1 sobre O ponto de vista, incluindo a Charge do Quino p. 146 TP 1

5) Por fim, assistimos ao filme O ponto de Vista.

ENCONTRO - DIA 22/10/2009

A) Começamos com uma síntese sobre argumentação, tema do encontro anterior. Nesse momento, focalizamos alguns pontos, como:
1. O linguista Oswald Ducrot afirma que a argumentatividade está inscrita na própria língua.
2. Em sua gramática, esse autor afirma que toda a língua possui mecanismos argumentativos = marcas lingüísticas de enunciação ou da argumentação, considerados como modalizadores, cuja função é a de determinar o modo como aquilo que se diz é dito. Ex.: até, inclusive, até mesmo – A apresentação foi coroada de sucesso, estiveram presentes personalidades do mundo artístico, pessoas influentes do mundo político e até mesmo o Presidente da República.
Em escala contrária, usaríamos outros operadores: Ex: O rapaz era dotado de grandes ambições. Pensava em ser, no mínimo (pelo menos, ao menos), prefeito da cidade.
Estratégias argumentativas ou recursos argumentativos são as maneiras que usamos num texto para convencer nosso interlocutor.
3.Um texto busca convencer o interlocutor acerca de uma idéia principal, chamada de TESE. Essa será defendida por meio dos ARGUMENTOS, que são as razões utilizadas para convencer da validade da tese.
4.Usamos diferentes tipos de argumentos em nossos enunciados:
- argumentos baseados no senso comum, sem necessidade de comprovação;
- argumentos baseados em provas concretas (resultados de pesquisas, estatísticas)
- argumentos por ilustração (generaliza a partir de uma particularidade);
- argumentos por exemplificação (a partir de um exemplo, generaliza);
- argumento de autoridade (recorre a fontes de informação renomadas);
- argumento de raciocínio lógico (causa e conseqüência, e de condição).
Importante: defender uma tese com argumentos fortes, coerentes e coesos. Se na argumentação, houver um argumento mal-construído, a tese pode ser derrubada.
O sentido global do texto e o objetivo da argumentação são os responsáveis pela qualidade desse processo.

B) Em seguida nossa atenção dirigiu-se para a o fenômeno da intertextualidade
Refere-se a um fenômeno que acontece em toda a nossa vida, em particular na linguagem e resulta de estudos recentes, especificando, trata-se do diálogo que existe entre os textos, antigos ou contemporâneos, mas que mostram que nenhum texto surge do nada.
Quando pensamos, fazemos, falamos ou escrevemos alguma coisa, estamos realizando algo que tem a ver com o que outros já pensaram, fizeram ou escreveram. Do mesmo modo, quando produzimos textos, eles são o resultado da influência de outros já produzidos anteriormente.
Esse fenômeno recebe o nome de INTERTEXTUALIDADE. (ligações que existem entre-textos).
Podemos comparar esse fato com o que acontece em nossas vidas: não podemos imaginá-las separadas de outras; do mesmo jeito, os textos que produzimos mantêm ligação com outros que circulam ou já circularam na nossa cultura.
Desde o início de nossa civilização os homens exercem influência uns sobre os outros. O que somos hoje – bons ou menos bons – é o produto de muitas conquistas e muitos problemas vividos pelas gerações anteriores. Os legados de cada geração vão passando às subseqüentes.
A partir da antiguidade, a história mais recente nos mostra como homens e mulheres são capazes de deixar marcas indestrutíveis para a posteridade. Basta lembrar os legados de gregos, romanos, árabes, árabes, italianos, franceses, em certos momentos de nossa história. Atualmente, vale lembrar a influência dos USA.
Por outro lado, mesmo acontecendo assim, criamos textos novos, porque existe outro elemento a considerar na leitura e na produção textual. Trata-se do PONTO DE VISTA.

Então, a par da intertextualidade, temos que considerar o papel do ponto de vista e as influências de ambos em nosso cotidiano, bem como em nosso contato com obras de arte, em nossa leitura de mundo que pode tornar-se mais crítica e mais sensível, além de nos tornarmos melhor preparados para explorarmos esses tema com os alunos.

C) Depois houve a exposição de vários materiais que possibilitaram a comparação, a reflexão e o debate sobre o tema em estudo: a canção Teresinha de Jesus e a letra da música Teresinha, de Chico Buarque de Holanda; o vídeo Os trapalhões - Teresinha; a canção Café da manhã, de Roberto Carlos, com os Trapalhões.
D) Estudo dos tipos de intertextualidade. Ilustração por meio do vídeo El Grand Dictador.
E) Ainda, oportunizamos mais análises e debates dos textos de São Paulo, Luís de Camões e Renato Russo sobre o amor.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ENCONTRO DO DIA 15/10/2008

1. OBJETIVOS:
1.1 Identificar as marcas de argumentatividade na organização dos textos;
1.2 Identificar diferentes tipos de argumento que sustentam uma argumentação textual;
1.3 Reconhecer a qualidade de uma argumentação textual.

2. DESENVOLVIMENTO
2.1 Síntese da aula anterior:
2.2 Apresentação do vídeo de Rubem Alves sobre Educar
2.3 Apresentação da estrutura do TP6 – Unidade 21: ARGUMENTAÇÃO e linguagem
2.4 Exemplificação por meio textos publicitários, coletados de jornais da semana. Análise, discussão, reflexão sobre os argumentos explícitos ou implícitos nos textos.
2.5 VÍDEO: Vídeo espermatozóide – após slide nº 9
2.6 Vídeo: O rei dos elogios de Quixaronubim: após slide 11
2.7 Sereia ou baleia? ppt. após slide nº 51
2.8 Brincadeira do TROCA-TROCA – após slide 54

3. Texto DIA DO PROFESSOR (Moacyr Scliar- ZH de 13/10/2009 -p.2) – ler, localizar argumentos, classificá-los.

4. Tarefa para casa:
Selecionar uma tarefa do AAA6 – relativa à Unidade 21 – e desenvolver com seus alunos.

CARACTERIZAÇÃO DO REESCREVER

Conforme os PCN de Língua Portuguesa do 1º e 2º ciclos (MEC, 1997: 47-48) para planejar o trabalho da reescrita, importa considerar que:
"[...] o objetivo é que os alunos tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos, o conteúdo a ser ensinado deverá ter procedimentos de revisão [...]
[...] ensinar a revisar é completamente diferente de ensinar a passar a limpo um texto corrigido pelo professor. No entanto, mesmo assim, ensinar a revisar é algo que depende de se saber articular o necessário (em função do que se pretende) e o possível (em função do que os alunos realmente conseguem aprender num dado momento). Considerar o prévio do aluno é um princípio didático para todo o professor que pretende ensinar procedimentos de revisão quando o objetivo é muito mais que a qualidade da produção - a atitude crítica diante do próprio texto".

ENCONTRO do dia 08/10/2009

ENCONTRO DO DIA 08/10/09

1.RECADOS:
1.1 Troca do dia 03/10 pelo dia 15/10 no mesmo local, que poderá ser usado até o dia 22/10/09.
1.2 Avaliação processual das cursistas: tarefas, assiduidade, projeto, contribuições.

2. OBJETIVOS:
2.1 Identificar parâmetros de avaliação e ações necessárias para o desenvolvimento da escrita dos textos dos alunos;
2.2 Relato de atividades usadas na revisão e edição da escrita de seus alunos;
2.3 Refletir sobre o tratamento do erro na produção escrita do aluno e examinar o emprego de critérios a serem usados na escrita, leitura, avaliação e reescrita do mesmo.

3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Apresentação do Tratamento do erro... em ppt

3.2 Leitura do texto e reflexão sobre o mesmo:
O significado da reescrita de textos na escola: a (re)construção do sujeito-autor.

3.3 Apresentação de cursistas que queiram demonstrar seu método de avaliação das produções escritas
dos alunos

3.4 Apresentação de um roteiro de critérios de avaliação de PTs

3.5 Apresentação e reflexão dos cursistas sobre a Coesão textual, no AAA5 – versão Professor, aplicado em seus alunos.

3.6 Em subgrupos de 3, realizar atividade 9 – TP6 – p. 148

3.7 Comentar a leitura do TP6: texto de Leonardo Boff – p.126 – e texto p. 129 a 130.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SEMANA DE IMERSÃO no GESTAR II


Na última semana de setembro, aconteceu a segunda estapa de formação do GESTAR II em POA. Foram encontros onde aconteceram relatos de experiências, enriquecimento de conhecimentos e mais sugestões de atividades para passarmos aos nossos cursistas até o final do presente ano.

O cumprimento do horário nos obrigava a quase madrugar para chegarmos às 8 horas em Porto Alegre. À tardinha, era o caos do trânsito na BR 116 que nos arrastava até as 19 horas, aproximadamente, e dificultava o retorno para casa, em São Leopoldo. Tudo isso, porém, era esquecido no momento em que os encontros se desenrolavam num clima tremendamente amistoso. O fechamento das atividades com "O carteiro e o Poeta" e a brincadeira do "Amigo secreto" contribuíram para marcar essa característica de tornar ameno e prazeroso o desenvolvimento de um projeto profundo e muito sério, cujo maior beneficiado, sem dúvida, está sendo nosso aluno da escola pública. Desse modo, podemos dizer que nos orgulhamos de sermos parceiros desse desafio.